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Colaborador: Vitor Mascarenhas Vieira

Índice
Guia de Formulação para Limpadores de Vidro

Guia de Formulação para Limpadores de Vidro de Alto Desempenho e Sem Marcas

A Ciência da Evaporação Rápida e Prevenção de Resíduos

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Introdução ao Desafio da Limpeza de Vidros

1.1 Definindo "Sem Marcas": A Física da Luz em Superfícies Imperfeitas

A busca por um acabamento "sem marcas" na limpeza de vidros é, fundamentalmente, um desafio óptico. Marcas, névoas e filmes não são meramente sujeira residual; são manifestações visíveis de irregularidades microscópicas na superfície que alteram a forma como a luz é transmitida e refletida. Uma superfície de vidro perfeitamente limpa permite que a luz passe por ela com mínima dispersão, resultando em transparência impecável. No entanto, quando resíduos de produtos de limpeza, minerais da água ou sujeira permanecem na superfície, eles criam uma camada fina com um índice de refração diferente do vidro. Essa descontinuidade óptica faz com que a luz seja dispersa em múltiplas direções em vez de passar diretamente, um fenômeno que o olho humano percebe como uma marca ou uma névoa turva. Portanto, o objetivo principal da formulação de um limpador de vidros de alto desempenho não é apenas remover a sujeira, mas sim restaurar a uniformidade óptica da superfície em uma escala micrométrica.

1.2 A Gênese dos Resíduos: Compreendendo Marcas, Névoa e Sujeiras Filmogênicas

Os resíduos que comprometem a clareza do vidro podem ser classificados em três categorias principais, cada uma com uma origem distinta:

Categorias de Resíduos

A taxa de evaporação é um fator crítico que agrava a formação desses resíduos. Uma evaporação lenta é a causa direta da concentração de solutos. À medida que o volume de água diminui, a quantidade total de sólidos dissolvidos (surfactantes, minerais, etc.) permanece a mesma, levando a um aumento drástico na concentração. O fluxo capilar dentro da gota de líquido em evaporação tende a arrastar esses solutos para as bordas. Quando a secagem final ocorre, esses solutos se depositam em uma concentração mais alta na periferia da área molhada, criando o "efeito de anel de café" que é visualmente percebido como a borda de uma marca. A secagem rápida e uniforme mitiga esse efeito ao não permitir tempo suficiente para que essa migração e concentração de solutos ocorra.

1.3 A Tríade do Formulador: Equilibrando Molhabilidade, Solvência e Evaporação

A formulação de um limpador de vidros de elite é um exercício de equilíbrio entre três propriedades físico-químicas interdependentes, conhecidas como a tríade do formulador:

A Tríade do Formulador

O sucesso de uma formulação reside na otimização sinérgica desses três pilares. Um solvente que evapora muito rapidamente pode não fornecer tempo de contato suficiente para a solvência, enquanto um surfactante altamente eficaz na molhabilidade pode deixar um resíduo excessivo se usado em alta concentração. As seções a seguir detalharão como cada classe de ingrediente contribui para o domínio dessa tríade.

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O Coração da Transparência: O Sistema Solvente e a Volatilidade

2.1 O Papel da Água como Veículo Primário

A água deionizada ou purificada serve como o veículo principal na grande maioria dos limpadores de vidro. Sua natureza polar a torna um excelente solvente para muitas sujeiras inorgânicas e sais. No entanto, para a aplicação específica em vidros, a água apresenta duas desvantagens significativas:

  • Alta Tensão Superficial: As fortes ligações de hidrogênio entre as moléculas de água resultam em uma alta tensão superficial. Isso faz com que a água pura tenda a formar gotas em vez de se espalhar em um filme uniforme sobre o vidro, um fenômeno conhecido como "beading".
  • Evaporação Lenta: Em comparação com muitos solventes orgânicos, a água tem uma taxa de evaporação relativamente lenta em temperatura ambiente, o que, como estabelecido, aumenta o risco de formação de marcas devido à concentração de solutos.

Essas limitações exigem a incorporação de co-solventes para modificar o comportamento do sistema e alcançar o desempenho desejado.

2.2 Co-Solventes: A Chave para uma Secagem Rápida e Uniforme

Co-solventes orgânicos são adicionados à base de água para modular as propriedades da solução, atuando principalmente em duas frentes: auxiliam na redução da tensão superficial para promover a molhabilidade e, mais importante, controlam a taxa de evaporação do sistema.

A "volatilidade ideal" é um conceito mais complexo do que simplesmente a evaporação mais rápida possível. Uma evaporação excessivamente rápida, como a da acetona, não concede ao usuário tempo suficiente para limpar mecanicamente a superfície antes que o limpador seque. Isso pode resultar na redeposição da sujeira e na criação de marcas de sobreposição onde o pano passa sobre uma área já seca. Por outro lado, uma evaporação muito lenta leva ao já mencionado efeito de anel de café. A volatilidade ideal, portanto, representa um compromisso que cria uma "janela de trabalho" de alguns segundos para a ação de limpeza, seguida por uma evaporação completa e uniforme que não deixa vestígios.

Para alcançar isso, os formuladores buscam co-solventes que formem misturas com a água que se aproximem de um comportamento azeotrópico, onde a mistura evapora a uma taxa constante e a composição do vapor é semelhante à do líquido. Isso garante que nem a água nem o co-solvente sejam deixados para trás para evaporar lentamente por conta própria.

A seleção de solventes é fortemente influenciada por regulamentações ambientais, como os limites de Compostos Orgânicos Voláteis (VOC) estabelecidos por agências como o California Air Resources Board (CARB) nos EUA, que limita os VOCs em limpadores de vidro a 3% em peso. Isso representa um desafio de formulação primário, pois muitos solventes tradicionalmente voláteis são classificados como VOCs. A inovação, portanto, se move em direção a solventes com baixa pressão de vapor (LVP-VOC) que, por definição, evaporam mais lentamente. O desafio então se torna como alcançar uma secagem rápida e uniforme usando um solvente inerentemente mais lento. A resposta está na criação de sistemas sinérgicos, onde um solvente LVP-VOC é combinado com um surfactante de molhabilidade ultra-alta para criar um filme líquido excepcionalmente fino. Mesmo com uma taxa de evaporação intrinsecamente mais lenta, um filme mais fino seca rapidamente devido à sua maior área de superfície em relação ao volume.

A tabela a seguir compara as propriedades de co-solventes comumente utilizados.

Tabela 1: Propriedades Comparativas de Co-Solventes Comuns para Limpadores de Vidro

Solvente Fórmula Química Ponto de Ebulição (°C) Taxa de Evaporação Relativa (n-BuAc=1) Status de VOC (EUA) Comentários
Álcool Isopropílico (IPA) C3H8O 82.5 1.7 VOC Evaporação rápida, bom corte de gordura, mas odor forte e inflamável.
Etanol C2H6O 78.4 1.9 VOC Evaporação muito rápida, bom solvente, mas altamente inflamável e regulamentado.
Propilenoglicol n-butil éter (PnB) C7H16O2 171 0.08 VOC Excelente solvência para óleos, taxa de evaporação controlada, odor suave.
Dipropilenoglicol metil éter (DPM) C7H16O3 190 0.03 LVP-VOC Evaporação lenta, excelente acoplador, status LVP-VOC favorável.
Etilenoglicol monobutil éter (EB) C6H14O2 171 0.08 VOC (HAP) Solvente eficaz, mas com preocupações de toxicidade (Poluente Atmosférico Perigoso).

Com base nesta análise, éteres de glicol como o PnB oferecem um equilíbrio superior de solvência para sujeiras oleosas e um perfil de evaporação mais controlado e sinérgica com a água em comparação com álcoois de cadeia curta.

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O Herói Anônimo: O Pacote de Surfactantes para Molhabilidade Impecável

3.1 Função Primária: Redução da Tensão Superficial para Formação de Filme Completo

A função mais crítica de um surfactante em um limpador de vidros é a redução drástica da tensão superficial da água. As moléculas de surfactante são anfifílicas, possuindo uma "cabeça" hidrofílica (que ama a água) e uma "cauda" hidrofóbica (que repele a água). Na solução, essas moléculas migram para a interface ar-líquido, orientando suas caudas para longe da água. Essa orientação interrompe as fortes forças coesivas entre as moléculas de água na superfície, diminuindo a tensão superficial. A consequência prática é que a solução de limpeza pode se espalhar espontaneamente sobre a superfície do vidro, formando um filme líquido fino e contínuo, em vez de se contrair em gotas. Este filme contínuo é o pré-requisito absoluto para uma evaporação uniforme e, portanto, para um acabamento sem marcas.

3.2 Função Secundária: Remoção e Suspensão de Sujeira via Ação Micelar

Além da molhabilidade, os surfactantes desempenham um papel na limpeza propriamente dita. Quando a concentração de surfactante na solução excede um certo ponto (a Concentração Micelar Crítica, ou CMC), as moléculas de surfactante se auto-organizam em agregados esféricos chamados micelas. Nessas estruturas, as caudas hidrofóbicas se agrupam no centro, criando um núcleo não polar, enquanto as cabeças hidrofílicas formam uma casca externa que interage com a água circundante. O núcleo não polar das micelas é capaz de encapsular sujeiras oleosas e gordurosas, levantando-as da superfície do vidro e mantendo-as suspensas na solução de limpeza para que possam ser removidas com o pano.

3.3 Critérios de Seleção de Surfactantes para Limpadores de Vidro

A seleção de surfactantes para limpadores de vidro é rigorosa e focada em maximizar a eficiência enquanto minimiza o resíduo.

  • Tipos de Surfactantes: Surfactantes não iônicos (sem carga) e anfotéricos (com carga dependente do pH) são os preferidos. Os não iônicos, como os etoxilatos de álcool, são excelentes na emulsificação de óleos e são conhecidos por suas propriedades de baixa formação de espuma. Os anfotéricos, como os óxidos de amina, podem atuar como co-surfactantes para aumentar a detergência e a estabilidade da espuma (se desejado, em níveis muito baixos), e são estáveis em uma ampla faixa de pH. Surfactantes aniônicos e catiônicos são geralmente evitados devido à sua maior tendência a deixar resíduos salinos e à maior formação de espuma.
  • Baixa Concentração Micelar Crítica (CMC): Um surfactante com uma baixa CMC é mais eficiente, o que significa que ele atinge sua capacidade máxima de redução da tensão superficial e formação de micelas em concentrações muito baixas. Isso é de suma importância para limpadores de vidro, pois permite ao formulador usar a menor quantidade possível de surfactante, minimizando assim a quantidade de material não volátil deixado na superfície.
  • Minimização de Resíduos e Espuma: A formação de espuma é um grande inimigo da limpeza de vidros. A espuma é composta por bolhas de ar estabilizadas por uma película de surfactante. Quando essas bolhas estouram durante o processo de secagem, a película de surfactante colapsa, deixando para trás um anel concentrado de resíduo, resultando em manchas circulares. Portanto, a seleção de surfactantes intrinsecamente de baixa espuma ou não espumantes é um requisito funcional crítico, não apenas uma preferência estética.

Existe uma sinergia importante entre o co-solvente e o surfactante. Co-solventes como os éteres de glicol, escolhidos principalmente por suas propriedades de evaporação, também possuem uma natureza anfifílica. Isso lhes permite atuar como agentes de acoplamento ou hidrótropos, ajudando a solubilizar o surfactante e a sujeira oleosa na fase aquosa. Essa ação sinérgica aumenta a eficiência geral do sistema de limpeza, o que, por sua vez, permite o uso de uma concentração ainda menor de surfactante, reforçando o objetivo principal de minimizar resíduos.

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Otimização do Desempenho: pH, Builders e Aditivos

4.1 O Papel da Alcalinidade: Aumentando o Poder de Limpeza sobre Sujeiras Oleosas

A maioria das sujeiras encontradas em vidros internos, especialmente impressões digitais e manchas de contato, é composta de sebo e óleos corporais. Essas substâncias são ricas em triglicerídeos e ácidos graxos livres, conferindo-lhes um caráter ligeiramente ácido. Uma formulação de limpador de vidros com um pH ligeiramente alcalino, tipicamente na faixa de 8 a 10, é significativamente mais eficaz na remoção dessas sujeiras.

O mecanismo primário em jogo é a hidrólise alcalina de ésteres, um processo conhecido como saponificação. Em um ambiente alcalino, os grupos hidroxila (OH) atacam as ligações éster nos triglicerídeos (gorduras), quebrando-os em glicerol e sais de ácidos graxos (sabão). Embora a saponificação completa não ocorra nas condições suaves de um limpador de vidros, o princípio de que um pH elevado acelera a quebra de gorduras e neutraliza os ácidos graxos livres, tornando-os mais solúveis em água, é fundamental para a eficácia do produto contra sujeiras oleosas.

4.2 Ajustadores de pH e Builders Comuns

A escolha do agente alcalinizante é uma decisão de formulação crítica que envolve uma troca entre eficácia, resíduo e estética do produto (odor).

  • Amônia (Hidróxido de Amônio): Tradicionalmente, a amônia tem sido o agente alcalinizante de escolha para limpadores de vidro. Sua principal vantagem é sua alta volatilidade. Após elevar o pH da solução para realizar sua função de limpeza, a amônia (NH3) e a água evaporam completamente, não deixando absolutamente nenhum resíduo sólido para trás. Esta é a propriedade quimicamente ideal. A principal desvantagem, no entanto, é seu odor forte e pungente, que é amplamente considerado desagradável pelos consumidores.
  • Alcanolaminas (MEA, AMP): Como alternativa à amônia, os formuladores modernos frequentemente utilizam alcanolaminas como a monoetanolamina (MEA) ou o aminometilpropanol (AMP). Esses compostos são eficazes na elevação do pH e têm um odor muito mais suave. No entanto, eles são significativamente menos voláteis que a amônia. Se usados em concentrações excessivas, eles podem permanecer na superfície após a evaporação da água e do co-solvente, contribuindo para a formação de um filme residual. Portanto, seu uso requer uma dosagem cuidadosa para atingir o pH alvo com a menor concentração possível.
  • Builders Inorgânicos: Sais como carbonato de sódio ou bicarbonato de sódio podem fornecer alcalinidade, mas são geralmente evitados em limpadores de vidro líquidos de alta qualidade, pois são sais não voláteis que inevitavelmente contribuem para o resíduo sólido após a secagem.

4.3 Gerenciando a Dureza da Água: A Função dos Agentes Quelantes

A água da torneira contém íons metálicos dissolvidos, principalmente cálcio (Ca2+) e magnésio (Mg2+), que definem sua "dureza". Esses íons podem interferir no processo de limpeza de duas maneiras: podem reagir com os componentes da sujeira para formar resíduos insolúveis (sabão de cálcio) ou podem simplesmente precipitar como carbonatos durante a secagem, formando manchas minerais.

Para combater isso, formulações de alto desempenho incluem agentes quelantes (também chamados de sequestrantes). Essas moléculas, como o ácido etilenodiaminotetracético (EDTA) ou alternativas mais modernas e biodegradáveis como o sal tetrassódico do ácido glutâmico N,N-diacético (GLDA), funcionam "agarrando" os íons metálicos em uma estrutura de anel estável e solúvel em água. Ao se ligarem a esses íons, os agentes quelantes os mantêm efetivamente em solução, impedindo-os de reagir ou precipitar na superfície do vidro. A inclusão de um agente quelante atua como um "seguro de desempenho", tornando o produto robusto e garantindo resultados consistentes em diferentes regiões geográficas, independentemente da dureza da água local.

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Formulação de Partida Recomendada e Procedimento

5.1 Formulação Modelo HC-SF-24: Limpador de Vidros de Alto Desempenho sem Amônia

A tabela a seguir apresenta uma formulação de partida que incorpora os princípios discutidos, projetada para oferecer excelente desempenho de limpeza, secagem rápida e um acabamento sem marcas, evitando o uso de amônia.

Tabela 2: Formulação de Limpador de Vidros de Alto Desempenho e Sem Marcas (Modelo HC-SF-24)

Nome Químico/INCI Nome Comercial (Exemplo) Função % em Peso (p/p)
Água Deionizada - Veículo q.s.p. 100.00
Propilenoglicol n-butil éter (PnB) Dowanol™ PnB Co-Solvente / Corte de Gordura 3.00 - 5.00
Etoxilato de Álcool C9-11, 6EO Tomadol® 91-6 Surfactante Não Iônico 0.10 - 0.50
Óxido de Lauramina Ammonyx® LO Surfactante Anfotérico / Hidrótropo 0.10 - 0.30
Sal Tetrassódico de GLDA (47%) Dissolvine® GL-47-S Agente Quelante 0.10 - 0.20
Aminometilpropanol (95%) AMP-95™ Ajustador de pH 0.10 - 0.20
Fragrância (solúvel em água) - Estética q.s.
Corante (solúvel em água) - Estética q.s.
Conservante - Estabilidade q.s.
pH final (como está) 9.5 - 10.0

5.2 Análise Detalhada dos Componentes

  • Propilenoglicol n-butil éter (PnB): Este éter de glicol é selecionado por sua dupla funcionalidade. Ele possui um excelente poder de solvência para sujeiras oleosas e gordurosas e, crucialmente, sua taxa de evaporação é controlada e sinérgica com a da água, ajudando a prevenir a secagem desigual. Seu status regulatório de VOC é mais favorável do que o de muitos álcoois de cadeia curta.
  • Etoxilato de Álcool C9-11, 6EO: Um surfactante não iônico versátil e de baixa espuma. É altamente eficiente na redução da tensão superficial para garantir uma molhabilidade completa e na emulsificação de óleos em concentrações muito baixas, minimizando o potencial de resíduo.
  • Óxido de Lauramina: Este surfactante anfotérico atua como um co-surfactante, melhorando a detergência geral e a suspensão da sujeira. Além disso, funciona como um hidrótropo, ajudando a manter a clareza da fórmula, especialmente quando fragrâncias são adicionadas.
  • Sal Tetrassódico de GLDA: Um agente quelante de alto desempenho e prontamente biodegradável. É preferível ao EDTA por seu perfil ambiental superior, enquanto efetivamente sequestra os íons de dureza da água (Ca2+, Mg2+) para prevenir a formação de manchas minerais.
  • Aminometilpropanol (AMP): Uma amina de baixo odor usada para elevar o pH à faixa alcalina ideal para a remoção de gordura. Fornece o desempenho da alcalinidade sem o odor forte associado à amônia.

5.3 Procedimento de Fabricação em Escala de Laboratório

O procedimento a seguir descreve a ordem de adição para a fabricação desta fórmula em um ambiente de laboratório. A agitação constante e moderada é assumida.

Passo a Passo

5.4 Variações e Otimização da Formulação

Esta formulação de partida pode ser ajustada para atender a diferentes metas de custo, regulamentação ou desempenho:

  • Otimização de Custo: Parte do PnB pode ser substituída por Álcool Isopropílico (IPA). Isso pode reduzir o custo, mas aumentará o odor e a inflamabilidade da fórmula.
  • Conformidade com VOC: Para atender a regulamentações de VOC mais rigorosas, o PnB pode ser substituído por um solvente LVP-VOC, como o Dipropilenoglicol metil éter (DPM). Como o DPM evapora mais lentamente, pode ser necessário ajustar o sistema de surfactantes ou reduzir ligeiramente a concentração total de solvente para manter um tempo de secagem aceitável.
  • Desempenho Aprimorado: Para sujeiras mais pesadas, a concentração de PnB pode ser aumentada para o limite superior da faixa (5.0%). A adição de um segundo surfactante não iônico com uma estrutura diferente pode criar uma sinergia para melhorar a remoção de uma gama mais ampla de sujeiras.
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Tópicos Avançados e Solução de Problemas

6.1 Solução de Problemas Comuns

  • Marcas Persistentes: Se as marcas continuarem sendo um problema, as causas mais prováveis são: (1) concentração excessiva de surfactante, (2) contaminação do pano ou toalha de limpeza (resíduos de amaciante de roupas são um culpado comum), ou (3) dureza da água extremamente alta. As soluções incluem reduzir a concentração de surfactante em incrementos de 0.05% ou aumentar ligeiramente a concentração do agente quelante.
  • Formação de Névoa (Hazing): Uma névoa que aparece durante a secagem é frequentemente causada por componentes que não são totalmente solúveis na fórmula. Isso pode incluir óleos de fragrância incompatíveis ou certos corantes. A seleção de fragrâncias e corantes especificamente projetados para sistemas aquosos claros é crucial. Em alguns casos, um surfactante com uma cauda hidrofóbica muito longa ou um grau de etoxilação inadequado também pode deixar um filme nebuloso.
  • Danos à Superfície: Embora o vidro seja altamente resistente quimicamente, as superfícies adjacentes e os revestimentos especiais não são. É importante manter o pH da formulação abaixo de aproximadamente 11 para evitar danos a revestimentos anti-reflexo, películas para janelas ou acabamentos de pintura automotiva. Limpadores de vidro nunca devem ser formulados em pHs fortemente ácidos ou fortemente alcalinos.

6.2 O Futuro da Limpeza de Vidros: Sustentabilidade e Inovação

A indústria de limpeza continua a evoluir em direção a formulações mais sustentáveis. No campo dos limpadores de vidro, isso se manifesta na crescente adoção de ingredientes de base biológica. Solventes como o bioetanol e o bio-propanodiol estão sendo explorados como alternativas aos seus equivalentes petroquímicos. Da mesma forma, os surfactantes derivados de fontes renováveis, como os Alquil Poliglicosídeos (APGs), que são feitos de açúcares e álcoois graxos de origem vegetal, estão ganhando popularidade. Os APGs são conhecidos por sua excelente detergência, baixa formação de espuma e perfil ambiental favorável (alta biodegradabilidade e baixa toxicidade aquática). A integração desses materiais de base biológica permite que os formuladores criem produtos que não apenas atendem aos mais altos padrões de desempenho, mas também se alinham com a crescente demanda dos consumidores por sustentabilidade e responsabilidade ambiental.

Referências citadas

Visualizar Referências Completas

1. WO2019090333A1 - Formulation for cleaning hard surfaces - Google Patents, https://patents.google.com/patent/WO2019090333A1/en

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3. Descaling agent - Wikipedia, https://en.wikipedia.org/wiki/Descaling_agent

4. The Chemistry of Cleaning | The American Cleaning Institute (ACI), https://www.cleaninginstitute.org/understanding-products/science-soap/chemistry-cleaning

5. Understanding pH: The Key To Effective Parts Cleaning | Brulin, https://www.brulin.com/parts/insights/understanding-ph-the-key-to-effective-parts-cleaning

6. Formulation Guidelines: Changing The Chemistry of Clean | PDF | Ph | Solvent - Scribd, https://www.scribd.com/document/415278175/SOLOM036-pdf

7. An Easy Guide to Understanding How Surfactants Work | IPC, https://ipcol.com/blog/an-easy-guide-to-understanding-surfactants/

8. A Guide to Surfactants: Types, Examples and How They Work - Airedale Group, https://airedale-group.com/what-are-surfactants-and-how-do-they-work/

10. Saponification of fat: synthesis of soap - Green Chemistry in Teaching Labo, https://web.njit.edu/~mitra/green_chemistry/EXP_4.htm

11. Understanding Alkaline Cleaners: Their Function and Effectiveness - ORAPI Asia, https://orapiasia.com/understanding-alkaline-cleaners-their-function-and-effectiveness/

12. Think You Know the PH Scale? – The Difference Between Acidic and Alkaline Cleaning Products, https://monthindclean.co.uk/think-you-know-the-ph-scale-the-difference-between-acidic-and-alkaline-cleaning-products/

13. Caustic Soda vs. Soda Ash: Differences and Similarities - Jam Group Co., https://jamgroupco.com/caustic-soda-vs-soda-ash/

14. The Magic Behind Limescale Removers -"Cracking the Code" - RiverSoft, https://theriversoft.com/blogs/hard-water-its-impact/the-magic-behind-limescale-removers-cracking-the-code

15. Industrial & Institutional Cleaning Solutions - Nouryon, https://www.nouryon.com/markets/cleaning/industrial-institutional-cleaning/

16. Bathroom Cleaner Formulations | PDF | Chemical Substances - Scribd, https://www.scribd.com/document/720538357/Bathroom-Cleaner-Formulations

17. BATHROOM CLEANERS - Southern Chemical, https://southern-chemical.com/assets/formulations/HC0004.pdf

18. Understanding Detergent pH Levels: Choosing the Right Cleaning Agent for Each Surface, https://sastechco.com/understanding-detergent-ph-levels-choosing-the-right-cleaning-agent-for-each-surface/

19. CN108559651A - The protein dirt alkaline cleaner and preparation method of a kind of high temperature resistant and low foam - Google Patents, https://patents.google.com/patent/CN108559651A/en